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Passando pelo Rio...



>  04/05/2013

 

Passando pelo Rio: do Rio Boat Show, com as poucas novidades do mundo do jet ski, às sugestões para alteração da Norman, com regulamentação de vários esportes náuticos no Brasil.

 

Na última semana ocorreu a 16a edição do Rio Boat Show, na “cidade maravilhosa”. Como de costume, muito bem freqüentado e organizado, este ano o evento foi agraciado com lindos dias de sol e mar de Almirante, além de ótimo público que gerou bons negócios aos que lá estiveram expondo seus produtos.

No que concerne aos Jet Ski, agora politicamente correto chamados de moto aquática, apesar de tal palavra sequer existir em nosso dicionário, não tivemos grandes novidades. Não só no salão, mas no mercado como um todo, as principais marcas, Yamaha, Kawasaki e Sea Doo, se limitaram neste ano a mudar o grafismo, cores e adesivos de seus Jets, sem nenhuma grande novidade, como um novo modelo, por exemplo.

Talvez a maior novidade nesta área seja o lançamento dos Jets da Mormaii, que em parceria com a renomada fábrica italina Benelli (que incorporou a fábrica da HRS) agora produz uma nova linha de Jets com design e motorização própria. São muito bonitos e ainda não tive a oportunidade de testá-los, mas ao que tudo indica são muito bons de navegação. O primeiro lote já está chegando por aqui, de stand-up e sit-down, com potência a partir de 150hp.


ALTERAÇÕES DA NORMAN:

Aproveitando a passagem pelo Rio fui a uma reunião na DPC – Diretoria de Portos e Costas, onde fui muito bem recebido, para, na condição de Presidente da Federação de Esportes Radicais (FER) , tratar da regulamentação de vários esportes náuticos, que ainda não estão regulamentados no Brasil e nem constam na Norman.

Cito abaixo documento que entreguei com as sugestões e faço público esse documento no sentido de escutar sugestões, principalmente dos esportistas que utilizam esses tipos de equipamentos, para abrir discussão sobre os mesmos, e também em relação aos equipamentos que estão por vir, já que a todo momento alguém inventa algo novo. Cremos que o caminho não é proibir, e sim regulamentar, para que todos pratiquem seus esportes com segurança e não coloquem terceiros num risco desnecessário ou não calculado.

Em meu entender, a Normam não regulamenta vários esportes existentes, suas normas são confusas, pois permitem tow-in-surf, um esporte onde um jet reboca uma prancha, e não permite wake-board, esqui aquático, além de outros que são praticamente a mesma coisa! No meu entender, o Jet é o veiculo mais seguro para qualquer tipo de reboque, pois não possui hélice exposta, não apresentando o risco de “picar” a pessoa rebocada, fato que já aconteceu inúmeras vezes com lanchas.


Assim, segue o texto atual e a sugestão:


Texto Norman 3.1 :

Norman atual 3.1 :

Reboque - em face das diversas peculiaridades e restrições de segurança apresentadas pela moto aquática, é proibido o emprego deste tipo de embarcação para reboque, seja de outra embarcação, de pessoas praticando esqui aquático ou atividades similares. As motos aquáticas a partir de três lugares e as empregadas no serviço de salvamento da vida humana e em esportes aquáticos do tipo tow-in surf estão isentas dessa proibição.”;


3.1 Reboque: Sugestão de alteração:

3.1.1. Somente motoaquáticas com mais de 3 metros de comprimento estão aptos para rebocar.

* Uma motoaquática somente poderá rebocar outra, ou algum outro tipo de embarcação em caso de emergência.

3.1.2. Em caso de reboque recreativo, deverão ser respeitados os seguintes limites de velocidade:

Pranchas:

até 35 milhas: tow-in surf, wake board, knee board, wake surf, wake skate, ski aquático, ski slalon, prancha de resgate tipo slad.

Velas e bóias:

até 20 milhas: parasail, kite wake, wind bouy, banana boat, e todos os tipos de ‘boias” rebocadas.

 

Texto Norman 5:

Incluir após a alínea d) a alínea e) com o seguinte texto:

“e) Passageiros - é proibida a condução de passageiro na frente do condutor habilitado a fim de não prejudicar a visibilidade e a capacidade de manobra da embarcação.

* Salvo menores de 10 anos de idade, quando utilizada motoaquática maior de 3 metros, pois se caírem na água podem não ser percebidos, alem de não terem muita força para se fixar no piloto ou apoio.



Fly Board: Sugestão de regulamentação:

O Fly board somente poderá operar em áreas onde é permitida a utilização de motoaquaticas.

O equipamento somente poderá ser instalado em motoaquaticas maiores de 3 metros e com motorização a 4 tempos.

O condutor é pessoa que está no comando da aceleração e deve ser habilitado como motonauta e possuir certificado de treinamento emitido pelo fabricante, o mesmo tanto pode estar na motoaquatica quanto na prancha. O passageiro, não necessita ser habilitado, a exemplo do esqui, wake, bóias e outros.

É obrigatório o curso de instrução a todos os compradores, e o mesmo deve ser ministrado por instrutores certificados pelo fabricante e seus representantes.

Equipamento de segurança: colete homologado pela Marinha do Brasil e capacete para o passageiro deverá ser obrigatório.

A profundidade mínima para operar o Fly board é deve ser de obrigatoriamente 2 metros. Caso a água não tenha visibilidade, fica proibido o mergulho.

Sugestões:

Essas sugestões foram debatidas por um experimentado grupo de motonautas e atletas dos esportes citados, e expressam os anseios dos mesmos.

Pedimos que a Marinha do Brasil, que presta imensurável serviço ao povo brasileiro, analise nossa requisição, com a finalidade de regulamentar esses esportes citados, e regularmente praticados, para que os que os praticam possam fazê-los dentro da lei em locais e condições por ela previstos e não clandestinamente, como em ocorre hoje em vários casos.

Envio de Sugestões: fer@fer.esp.br

 

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