Os
Novos Pilotos
Uma nova e boa safra de pilotos tem aparecido
em todas as modalidades de competição de jet ski
no país, alguns já competem desde os 15 anos e agora
passando dos 20 começam a atingir seu ápice e aos
poucos destronar os mais velhos. É a renovação
da modalidade.
A BJSA introduziu há uns 3 anos a categoria
Júnior, para pilotos a partir de 12 anos, que com as devidas
autorizações judiciais, podem competir, e o resultado
é muito relevante, pois vários campeões de
hoje são os “meninos” de ontem, isso parece
um tanto que lógico, já acontece no automobilismo,
motociclismo e uma série de modalidades, mas não
acontecia no jet, parte também um pouco por não
existir uma legislação especifica para jet ski por
parte da Marinha do Brasil, que é o órgão
responsável.
Antes dessa categoria específica, os pilotos
com pouca idade tinham que competir juntos aos maiores nas categorias
“novatos”. Alguns nomes que estão competindo
agora, uns inspirados nos pais, outros porque realmente são
aficionados, como Diego Ferreira Gomes, Murilo Mondelo, Roberto
Maynard, Zein Atef Samour, Pedro Guzeinski, Gustavo Valente, Erick
Kioto, Nicolas F. Fabrega, Rafael Moretti Roma, Victor Lozada,
e o jovem Freestyler Davi Prado, tem potencial para representar
o Brasil em provas internacionais, como hoje já está
fazendo uma geração que começou cedo, como
Bruna Luz, Tiago Geitens, Bruno Jacob, Renata Maynard, Giorgio
Casarini, Alexandre Buneder e outros...
David Haddad Júnior, presidente da BJSA
(Brazilian Jet Sport Association), ressalta que “a maioria
deles, por terem começado a competir ainda criança,
são pilotos super disciplinados. É muito legal ver
as atitudes que a maioria deles tomam”.
Existe um outro problema na relação
menores competindo e legislação. Acontece que a
princípio a meninada só poderia andar nos dias de
competição, e como fazer para treinar, já
que não há uma área demarcada para esse fim.
Os pais do piloto Davi Prado conseguiram um liminar na justiça
para ele possa treinar e se apresentar em qualquer local do país.
O que eu já considero uma evolução, mas volto
a insistir que as autoridades competentes criem uma lei específica
para a modalidade, prevendo esse tipo de situação.
Pois se os “menores” não puderem competir,
nunca teremos bons “maiores”!
No Freestyle e Freeride também surgem jovens
pilotos, como Otávio Bortolini, Diego Gomes, Danilo Andríc,
Eduardo Dutra Jr. e outros que em breve estarão se destacando
no cenário do esporte.
Na próxima coluna, volto com a cobertura
da 2ª etapa do Mundial de freeride, que acontece em setembro,
nos Estados Unidos... até lá!
Tchello Brandão
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