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O “mercado” de jets roubados
só aumenta!
> 31/10/2011
O mercado dos jets roubados aumenta no Brasil de forma assustadora,
esse mês fui vitima novamente de dessas quadrilhas que
se proliferam no pais debaixo da maior impunidade e descaso
das autoridades, tanto por parte Capitania dos Portos, quanto
das policias locais e federais, nada é feito para investigar
e punir esses bandidos que agem livremente.
Tive um jet roubado em 2008, dentro do hotel
Beto Carrero, em Piçarras. Por pura sorte o novo dono
que nada sabia apareceu na minha loja para fazer um conserto,
e pude recuperá-lo. O mesmo estava com documentação
novinha emitida. Fiz uma investigação por conta
própria, achei o despachante que fez o trâmite,
a loja que comprou, até quem emitiu a nota falsa para
a nova documentação, passei tudo isso para a policia
local e para a Capitania, e adivinhem o que fizeram? Nada!
De lá para cá, não só
em Santa Catarina, mas no país todo, os números
são impressionantes, não passa uma semana sem
alguém comunicar um roubo ou furto. Quadrilhas invadem
lojas e marinas e roubam não apenas uma unidade, mas
um lote todo! E um dos porquês disso tudo, eu digo a vocês,
é pela certeza da impunidade, pela facilidade em documentá-lo
novamente e revende-lo e saber que não há investigação,
pois os policias tem tantas outras coisas para investigar, que
quem vai se preocupar com um jet ski de provavelmente um “riquinho”
roubado, ele que compre outro não é!
A facilidade para fazer um novo documento vem
aliada ao fato de não ser necessário se fazer
uma vistoria física para se licenciar um jet ou lancha,
apenas falsificar uma nota fiscal e dar entrada! Pronto, a nota
raramente é verificada em sua veracidade pelas Capitania
que emitem os documentos para navegação. Por sua
vez, entendo as limitações financeiras do órgão,
mas algo há que ser feito a respeito.
Como funciona a coisa:
Vou explicar agora como as quadrilhas tem agido:
O camarada rouba o jet, troca o numero do casco, aquela “plaquinha”
de plástico, que qualquer chaveiro que faz gravação
em plástico ou acrílico copia, chega a ser ridículo
de fácil, e, nos casos dos jets Yamaha vendidos pela
fabrica é ainda mais fácil, porque tanto o numero
do motor quanto do casco é apenas um adesivo, falsifica
a nota fiscal, essas eletrônicas agora, qualquer um com
uma pequena habilidade em “Photoshop” pega uma nota
dessas e troca as informações ali contidas, coloca
os dados de um empresa idônea do mercado, CGC etc... e
“voila”! É só dar entrada na Capitania
e sair com um documento novo e quentinho, pois Capitanias não
realizam a vistoria física para saber se os números
de identificação são verdadeiros, e também
raramente vistoriam a nota junto a receita federal para saber
se a mesma também é verdadeira. Algumas o fazem,
mas não existe padrão.
Essa semana invadiram minha marina, renderam o segurança,
e roubaram mais um jet, e como nenhuma seguradora do país
esta fazendo seguro dos jets, devido ao alto nível de
fraudes, nem essa ferramenta mais os proprietários tem
para se proteger, ou pelo menos se ressarcir de seu prejuízo,
ou seja, literalmente “se ferra”!
Bom, fica aqui o registro, pois o único coisa que podemos
fazer é protestar, porque achar que algo vai mudar, não
tenho muitas esperanças, talvez quando as vendas piorarem
e as pessoas não quiserem mas comprar jets pela facilidade
de perderem os mesmos, os fabricantes se unam e pressionem as
autoridades competentes, até então, boa sorte!
Tchello Brandão
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