ProNáutica Jet Ski
Tchello

::: Colunas do Tchello :::
leia mais Leia outras colunas






 

 

 

 

 


Roubo de jet ski, o que fazer?

O grande aumento no número de roubos de jet ski ultimamente tem chamado a atenção aqui em Santa Catarina, somente do verão até hoje, eu fiquei sabendo de uns 20 casos diferentes, inclusive o meu, e a quase totalidade desses roubos concentra-se na região litorânea do estado. Na cidade de Piçarras já tivemos inúmeros casos, é só ter competição na cidade que, barbada, alguém voltará para casa sem seu jet.
Meu objetivo ao escrever esta matéria, é alertar a todos, proprietários, autoridades e veículos de comunicação a respeito do que vem ocorrendo, particularmente aqui no litoral do estado, e depois de ter conversado com várias pessoas que foram roubadas, na minha opinião está mais que evidente que há uma quadrilha bem estruturada agindo no Estado de Santa Catarina.
Aí perguntamos, para onde vão esses jets? O que é feito com eles?
O que pude observar, é que não há uma categoria específica, são roubados tanto jets novos quanto os mais antigos. Eu, como proprietário de uma loja de jet, bem como vários outros colegas com quem tive oportunidade de conversar sobre esse assunto, não acreditamos que os jets são desmanchados e vendidos em peças, porque se isso tivesse acontecendo haveria uma super oferta de peças usadas no mercado, relativa aos jets que foram roubados, o que não acontece.
Pois bem, então para onde vão? As outras possibilidades são de ficarem rodando no interior e em outros estados onde não há fiscalização, rios, lagos, fazendas, ou é feito um novo documento e o jet é novamente vendido no mercado, e para tal é preciso da conivência de pessoas ligadas aos órgãos competentes. Em contato com a Capitania dos Portos de Florianópolis, fui informado que agora já existe um cadastro nacional, e que se um número de motor ou número de série como a capitania se refere, for inserido em outra agência não será possível registrá-lo. Até algum tempo atrás esse sistema não existia, ou seja, as Capitanias não eram interligadas e podia-se registrar o mesmo número em mais de uma. Portanto, se você teve sua embarcação roubada não basta apenas dar queixa na delegacia e fazer o boletim de ocorrência, é preciso também informar a Capitania dos Portos mais próxima para essa incluir os dados no cadastro nacional.
Quase todos do meio náutico provavelmente já escutaram falar que alguém fez documento de um barco ou jet que não tinha papel nenhum, assim claro como também são esquentados carros nos Detrans, que é um procedimento mais complexo.

No caso dos jets a identificação é muito frágil, no caso do número do motor dos Yamaha é apenas um adesivo, e dos Sea Doo uma plaquinha de alumínio super frágil. Se pararmos para observar, a maioria dos jets com mais de 4 anos, principalmente os que andam em água salgada, já perderam essa identificação, e quanto ao número de identificação do casco, aquela plaquetinha de plástico, além ser frágil pode facilmente ser falsificada.
Sabemos que não existe um sistema perfeito de identificação à prova de fraudes, e também que os agentes e policias não são peritos para saberem se a identificação é verdadeira ou não, mas gostaria de deixar uma sugestão: quando um jet ou mesmo barco for registrado ou mudar de dono seja obrigatório que passe por uma inspeção para verificação, não somente quanto à procedência, mas também quanto aos itens de segurança, a exemplo dos carros, motos etc..
Roubo sempre vai existir, e não é culpa nem da Marinha nem da polícia e sim um problema social, mas ficar de braços cruzados não adianta. A implantação de uma medida como a que recomendei acima, qual seja, a de que em todas as operações de vendas de embarcações novas e usadas seja obrigatório uma vistoria na Capitania dos Portos, demandaria mudanças na estrutura da Capitania. Apesar disso, é urgente iniciarmos um diálogo com as autoridades sobre o tema para chegarmos a uma conclusão se é viável e se teria resultados positivos ou não!
Bem, de momento o que pode ser feito é não “dar mole” com o jet e colaborar com as autoridades sobre qualquer informação, além de também cobrar uma maior eficácia das mesmas.
Marcelo "Tchello" Brandão

topo

Os novos pilotos
Santa Catarina - Um estado inovador
Passeios, a nova moda entre os jet skiers…
Como foram as competições em 2009
IFWA Freeride World Tour 2009 - 2a. etapa - USA - como foi
Abertura do Mundial de Freeride 2009 - Jet Jump
Você já tem o Arrais, mas sabe navegar??
Jet-ski, vilão ou herói!
Dicas de como manter seu equipamento
 Jet Waves 10 - a história de um campeonato
Dicas para comprar um Jet Ski usado
4º IFWA Freeride World Championship 2008 - fase européia
4º IFWA Freeride World Championship começa no próximo final de semana !
2008 começa com as vendas aquecidas
Solidariedade a brasileira ...
Competição : é hora de rever a legislação !!!
 Mais um Mundial de Jet de ondas está chegando
A primeira vez...!
E o mercado vai bem, obrigado!
Como é um jet de freeride?
Novos pilotos - 1º Campeonato Brasileiro de Tow-in
Zona de risco
Zona de risco - 2
Sling Waves, o jet ski unindo 2 tribos!
A senadora e o jet ski
Como é um jet de freeride?
Novos pilotos
Zona de risco 2
2º IFWA Freeride World Championship, fase européia da Tour 2006
Zona de risco !!
Sling Waves, o jet ski unindo 2 tribos!
Temporada 2006
O verão vem aí e os velhos problemas também!!!
E o Freeride conquista o mundo !!
História de um jet ski
Exporta Brasil! “Exportation Parts Made in Brazil”
A explosão do Tow-in
1º IFWA Freeride World Campionship Tour
As leis que deveriam mudar!!!
Uma história evolutiva dos PWC
A Chave corta-corrente
O futuro do Freeride está nas mãos do Brasil
Roubo de Jet Ski, o que fazer?
Regulamentação do
Tow-in
Entrevista - Tchello
Em defesa do Jet Ski
Jet Waves - Motocross ou Surf !!!
E os 4 tempos vem aí !
Um novo conceito em Jet Ski Park
E o verão está aí !
Expedição Free Load - Jet Pilot em SC
Protesto !!!!!!!!!!!!!!
O Jet como divisor de classes sociais
O inverno chegou
Verão sem acidentes
São Paulo no Boat Show 2002