História de um jet ski
Assim como acontece com as pessoas, os objetos
têm seu tempo de vida e neste podem envolver-se –
melhor dizendo, ser envolvidos – em diversas e variadas
situações, mas não por conta própria,
senão conduzidos por quem lhes possua por direito ou empréstimo.
Em breves linhas, compartilhemos a história de
um jet ski, um Yamaha Wave Blaster, fiel companheiro
que dividiu inusitadas experiências.
A começar, logo após sua aquisição,
quando ainda pouco havia de maresia em seu casco, a caminho da
praia, a carreta desprende e o jet toma rumo diferente do carro
e entra com tudo na sala de uma casinha à
beira da estrada...
Passou por várias reformas, e “roubadas”
literalmente! Participou de uma apresentação em
Piçarras e na mesma noite foi furtado do estacionamento
do hotel... Não se sabe por onde andou nem em
quantas histórias se meteu, mas cerca de um ano depois
foi reconhecido em sua cidade de origem, para azar de quem o havia
comprado e sorte minha e do piloto que duas semanas depois ganhou
com ele o título do Jet Waves 2003. Aliás esse
jet já ganhou 3 vezes o mundial de ondas, o Jet
Waves, nas mãos do Sul Africano Jimmy Visser.
Num dia de mar revolto, entrou em pane, sendo
abandonado e arrastado ao mar aberto. Foi resgatado quando
já mergulhava em águas profundas 7 horas mais tarde!
Dia desses, por falta de gasolina, mais uma vez abandonado, percorreu,
deslizando desligado, Lagoa da Conceição de uma
ponta a outra.
A última foi um vôo sobre
o asfalto, quando após uma derrapagem do veículo
que o conduzia, soltou-se da carreta e parou, ileso – salvo
alguns arranhões – no outro lado da pista (como
relatado mês passado).
Entre umas e outras ele fez várias
viagens e proporcionou a seus condutores grandes momentos
de lazer. Mas veja bem, apesar do lado irônico de cada história,
no momento em que ela ocorre, quem está ali acaba agindo
sem muita reflexão, no instinto, pra se safar mesmo!
Já pensou nas muitas conseqüências
que poderiam ser evitadas apenas verificando itens básicos
de segurança e de auto-controle frente a uma adversidade?
A exemplo das relações pessoais,
cada proprietário ou usuário cria um vínculo
com seu jet a partir de determinados eventos, não é?
E aí, de que forma você e seu jet já foram
testados? O que aprendeu com isso? Pense bem e escreva-nos contando!
Aproveite para mandar suas dúvidas, sugestões, críticas,
comentários...
Até a próxima!
Tchello
Na foto o Jet após capotar!
Foto by: Tchello

Marcelo "Tchello" Brandão
Fone/Fax 55 48 2321963
www.pronautica.com.br
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